O grande violeiro andante estava instigado, nunca uma cidade tinha sido tão tímida com ele, quanto a que estava agora. Dos dois dias que estava ali, só se alimentou das próprias previsões acumuladas durante todas suas sucessivas viagens. Em todas elas, a sua música, o seu ganha pão, o seu violão, ganhou e conquistou todos aqueles povoados. Mas não entendia porque era tão rejeitado na Vila João Vincente.
Se desafiou, e decidiu ficar mais do que geralmente fica, mas nesse caso nenhum rabo de saia o tinha convencido disso. Ele não queria só entender, ele queria a simpatia de toda cidade.
Tocou afinado, esforçado e determinado. Tocou uma vez, refez, plagiou e inventou.
Não obteve a benção do padre, não viu nenhum sorriso de nenhuma senhorita, o bebum não veio cantar junto, o vira-lata não saiu do pé do vagabundo. A única palma que ouviu foi sua expectativa que bateu.
Esfomiado, irritado e inconformado, foi embora, mas não sem antes ouvir:
"Em João Vincente não se chega, mas daqui se parte, vá embora que esperamos você voltar com humildade."
sábado, 30 de outubro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Valioso Atraso
Às sete horas da manhã ninguém é de ninguém.
Nenhuma vida vale mais que um atraso naquele emprego chato.
Observe.
Nenhuma vida vale mais que um atraso naquele emprego chato.
Observe.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Paciência USB
Tadeu era um bom sujeito.
Arranjou uma namorada irritante.
Ela tinha manias e ele fingia que não se importava.
Ele sentado na cama e ela descarregando reclamações em cima.
Ele de olho na tela do laptop, ignorando o fato dela estar errada.
Decidiu tomar uma atitude.
Levantou seu braço.
Alcançou seu mouse USB.
O touchpad realmente o irritava.
Arranjou uma namorada irritante.
Ela tinha manias e ele fingia que não se importava.
Ele sentado na cama e ela descarregando reclamações em cima.
Ele de olho na tela do laptop, ignorando o fato dela estar errada.
Decidiu tomar uma atitude.
Levantou seu braço.
Alcançou seu mouse USB.
O touchpad realmente o irritava.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Futuro Alternativo?
"É... e se de repente, algum dia no futuro, eu exercesse alguma função que fugisse do que eu tenho planejado, sei lá, professor de Artes. Será? Seria legal, ensinar é legal, mas o melhor seria o desafio de driblar a dislexia e não embaralhar as letras e as palavras, por quanto tempo eu conseguiria? Se eu aguentasse, sem dúvida no final do dia eu chegaria em casa e soltaria: "Boa mulher! minha linda noite." ou "Por favor quarto, pare de bagunçar meu filho!".
A não ser que eu fizesse um exercício de dicção e tratasse isso, eu também poderia ir para a Rússia, lá os filhos estão acostumados a serem bagunçados pelos seus quartos, claro, isso de acordo com a Reversal Russa"
ps.: Será que na Russia as palavras trocam os dislexos?
A não ser que eu fizesse um exercício de dicção e tratasse isso, eu também poderia ir para a Rússia, lá os filhos estão acostumados a serem bagunçados pelos seus quartos, claro, isso de acordo com a Reversal Russa"
ps.: Será que na Russia as palavras trocam os dislexos?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
"Burn Baby, Burn"
"Hoje voltando do trabalho, de dentro do ônibus durante a curta pausa de minha leitura, eu vi na imensidão do cerrado, no meio de toda vegetação queimada e morta, um solitário e brilhante Ipê-amarelo, assustadoramente se exibia, era tão só, o que eu lia? Stephen King."
ps.: O conto era o "O Vírus da estrada segue para o Norte" e me assustou o fato da cena seguir a frase que encabeça o post.
![]() |
| Ipê-amarelo-do-cerrado |
Eu estou aqui
Por mim mesmo e mais ninguém.
Pode ser que mais pra frente seja por algo mais.
Eu sempre gostei de escrever, me culpo por não ter ido atrás da boa prática, ou alguma prática da escrita, mas vim aqui para fazer isso: Escrever
Pode ser que mais pra frente seja por algo mais.
Eu sempre gostei de escrever, me culpo por não ter ido atrás da boa prática, ou alguma prática da escrita, mas vim aqui para fazer isso: Escrever
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